Artes marciais ajudam na disciplina das crianças

Um estudo realizado pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, mostrou que crianças que praticam artes marciais apresentam maior controle e disciplina, além de ter seus níveis de agressividade diminuídos. Segundo os pesquisadores que conduziram a pesquisa, a prática de artes marciais funcionou de modo mais eficaz do que uma terapia convencional.

As artes marciais mais conhecidas e praticadas pela criançada são o Judô, Karatê, Kung Fu, Muay Thay, Taekwondo, Capoeira, Jiu-Jitsu e Sumô.  Todas têm como objetivo o desenvolvimento e o autoconhecimento de seus praticantes através de autodefesa, ou então da submissão do adversário perante diferentes técnicas.

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Benefícios da prática de artes marciais para as crianças

Artes marciais são ótimas para as crianças, principalmente para as mais indisciplinadas, porém devem entrar na vida dos pequenos como uma forma de brincadeira, proporcionando divertimento. Dessa forma, eles ficarão mais à vontade e irão desenvolver o gosto real pela prática.

Com a prática da luta, a criança se tornará mais disciplinada, desenvolverá respeito hierárquico, formação de caráter, autoestima, trabalho em equipe e principalmente respeito ao próximo.

Martial arts sparring

Dos dois aos seis anos de idade, a arte marcial deve ser para a criança apenas uma atividade lúdica. Dos seis ao doze anos, com o aumento da percepção, a luta mostrará o conceito de disciplina. As melhores artes marciais a serem praticadas inicialmente pelas crianças são judô, karatê e taekwondo.

No que diz respeito à saúde, as artes marciais trazem diversos benefícios. A coordenação motora da criança é aprimorada, bem como a evolução do condicionamento físico e dos reflexos, e há um melhor desenvolvimento de musculatura e articulações.

Vale salientar que as artes marciais são esportes, e assim como qualquer outra atividade física, necessitam que haja responsabilidade e dedicação. Diferente do que muitas pessoas pensam, elas não incentivam a violência. Há regras e professores preparados, e os alunos mais experientes têm como obrigação auxiliar os iniciantes.

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Antes de fazer a matrícula dos pequenos, alguns cuidados devem ser tomados. Certifique-se de que o professor é formado na modalidade que leciona e se possui cadastro na federação do esporte. Ter atenção ao espaço da academia também é fundamental: verifique se as instalações, como tatames e proteções na parede, estão em boas condições. Se tudo estiver dentro dos padrões, é só matricular a criançada que os benefícios aparecerão com o tempo.

Inspiradas pelos pais, pelos desenhos animados ou pelos filmes, as crianças se interessam cedo pelos esportes de luta. Os movimentos variados realizados durante a prática do esporte podem favorecer o desenvolvimento dos pequenos, além de trazer benefícios psicológicos, como a possibilidade de enfrentamento e o controle da agressividade.

(photo credit: Thinkstock)

Doutor em ciências do esporte, Alexandre Drigo acredita que é preciso que os pais se preocupem com a formação dos instrutores para que esses benefícios se concretizem de fato. “Eles devem cobrar uma formação coerente com a proposta oferecida e o comprometimento com a saúde da criança”, afirma o também professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

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É comum que o comportamento aprendido com os mestres seja levado para o cotidiano da criança. Por isso a importância de encontrar instrutores que tenham uma boa preparação, saibam ensinar valores positivos e estimular os alunos contra a violência. “A criança aprende pelo exemplo. Se o professor for justo e correto, e os pais, respeitosos, ela também será. A violência atribuída a lutadores sempre esteve atrelada ao ambiente a que são expostos”, afirma Drigo

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Crianças devem ser estimuladas a praticar esporte desde o começo de suas vidas e as artes marciais são boas opções. Para fazer com que crianças e adolescentes mantenham o interesse pela prática de esportes de luta, os professores recorrem a ferramentas de ensino que vão além do simples aprendizado da técnica. Brincadeiras e conversas específicas são recursos que ajudam a deixar a atividade mais próxima do universo infantil. “A prática deve ser lúdica, mesclada a algumas brincadeiras e em um ritmo mais tranquilo”, afirma  Elisa Kozasa, neurocientista do Instituto do Cérebro, do Hospital Israelita Albert Einstein e instrutora de aikidô pela federação paulista do esporte .

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Alexandre Drigo ressalta ainda que cabe aos pais procurarem instrutores que compreendam essa necessidade de tratar de maneira diferenciada o treinamento durante a infância: “A criança não é um adulto em miniatura e o universo infantil é mais importante que o próprio domínio técnico da modalidade”.

Fontes: Nosso Bem Estar | Saúde Plena

Fotos: Google FreeShare

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